Voluntárias iniciam mais um bazar e brechó

Da esquerda para a direita: Rachele, Alzira, Maria Maciel, Zélia, Elisabeth, Maria Tereza e Iride.

Da esquerda para a direita: Rachele, Alzira, Maria Maciel, Zélia, Elisabeth, Maria Tereza e Iride.

Reunidas, as voluntárias do Círculo Operário se divertem e contribuem socialmente. A ideia de juntar o útil ao agradável surgiu de um projeto anterior, e teve seu início formal no ano de 2010. Após cinco anos, 10 participantes integram o grupo que se encontra semanalmente e preparam o próximo Bazar e Brechó do COBG.

Depois de várias brincadeiras sobre quem gosta mais de “coordenar” no grupo, Rachele Bottega Pertile diz que só vem pra “fazer tudo que me mandam”. Risadas soltas, Zélia Mascarello complementa “É tudo piada. Aqui passa a tarde que tu não vê.” Rachele concorda: “Te levanta o astral”.

A conversa com o Grupo de Voluntariado São José Operário ocorreu em uma das reuniões semanais, que acontecem às terças-feiras, das 14 às 17h, na sede do COBG. Enquanto respondiam às perguntas, continuam as mulheres em seu trabalho, que não pode parar, já que o bazar das voluntárias acontece na próxima semana.

Bazar e Brechó

Já clássico do grupo, o Bazar e Brechó acontece de 25 de novembro a 4 de dezembro, nas dependências do Círculo Operário Bento-Gonçalvense, logo ao lado da recepção. Serão vendidas peças de artesanato produzidas pela equipe, incluindo panos de prato, almofadas, tapetes, casaquinhos e cobertor para bebê, toalhas de mesa e jogo de banheiro em crochê. Também estarão disponíveis roupas de verão no brechó.

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De acordo com elas, leva-se de quatro a cinco meses para preparar um brechó como esse. “Agora que temos mais pessoas, conseguimos ir mais rápido, mas precisamos de mais gente”, explicam. Rachele complementa “eu levo para casa quando precisa, já que nos encontramos uma vez por semana”.

Histórico do grupo

Maria Tereza B. Fracalossi, uma das fundadoras do grupo, coordenava a ONG Vida Urgente em Bento Gonçalves, que tinha a sede no COBG. “Já nos encontrávamos com a psicóloga, e, por volta de 2005, foi inserido o artesanato.” Em 2010, o grupo foi formalizado, com o objetivo de proporcionar, por meio do artesanato, o desenvolvimento e o despertar das habilidades motoras e criativas dos participantes, como atividade terapêutica, de sociabilização e contribuidora do bem-estar.

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A responsabilidade social fica por conta do apoio aos projetos do Programa de Desenvolvimento Circulista. O dinheiro arrecadado pela venda dos produtos é utilizado para compra de mais materiais e para auxiliar nos gastos, atualmente, do Projeto Educação e Transformação, com lanches, presentes e eventos, principalmente. O grupo tem a sua disposição todo o material necessário para produção dos artigos em uma sala na entidade, inclusive duas máquinas de costura.

A mais nova do grupo, que chegou no dia da entrevista, diz que gostou do grupo e que pretende continuar vindo toda terça-feira. Maria Maciel fala sobre o voluntariado: “É uma coisa muito boa, faz bem pra alma e pra cabeça da gente”. Iride G. Lucchini, que convidou Maria a participar, revela o segredo do entusiasmo “É que eu gosto de fazer crochê e chacolar!”. E, assim como suas colegas, Alzira Vargas da Cruz complementa: “Eu gosto é da companhia”. Maria Tereza, aproveita para estender o convite a quem conhecer algo de artesanato e tiver interesse em ajudar: “Pode vir, é só trazer as agulhas!”

Fotos: Maiara Alvarez