“Muito bem, Irmã Sufragista!” – Post 7/Mulher

Difícil definir se de forma discreta ou não, mas definitivamente merecedora de atenção, uma das músicas do filme Mary Poppins, de 1964, traz um retrato de uma luta feminina.

Trinta e dois anos depois de que o voto feminino se tornou realidade no Brasil, o filme da babá mágica, adaptação conturbada  da obra literária de P.L. Travers, deu espaço a uma personagem expressivamente sufragista.  Nas telonas, a história se passava por volta de 1910, auge do movimento sufragista mundo afora.

Mas o que, afinal, é sufrágio?

O sufrágio é o direito a voto, o direito a emitir uma opinião. Assim dito, ele independe de gênero. Já o movimento sufragista, foi um conjunto de ações em todo o mundo de mulheres em busca de ter e exercer o direito de votar (antes, apenas os homens poderiam fazê-lo, e em muitos países outras minorias além das mulheres também sofriam com o fato de não poder decidir seus governantes). Uma das pioneiras do movimento foi a escritora inglesa Mary Wollstonecraft, defendendo publicamente o voto feminino desde 1792.

O primeiro país a permitir o voto feminino foi a Nova Zelândia, em 1883. Em 1927 foi a vez do Uruguai, pioneiro na América Latina, e somente em 1932 uma lei de Getúlio Vargas sanciona o direito ao voto feminino no Brasil.

A luta atual é pela representatividade da mulher nos postos de poder eletivo. Em 2006 entrou em funcionamento uma lei que determinava que pelo menos 20% das vagas de cada partido ou coligação deveriam ser preenchidas por candidatas mulheres. Posteriormente o percentual subiu para 30% aqui no Brasil. Mesmo assim, elas não são a maioria nos cargos, embora sejam a maioria eleitora.

Vamos mudar essa história?

Fontes aqui, aqui e aqui.

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